segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Entrevista: Educação focada no futuro (Parte 4)


Esta é a quarta parte da entrevista (das cinco que publicarei semanalmente aqui no Blog) que concedi à Revista Nossa Escola em Dezembro/2008 – final de meu mandato como secretário da Educação de Orlândia (2001 à 2008).

O tema tratado nessa parte ainda é Inclusão Social.


Foto: Revista Nossa Escola


Os Programas extracurriculares implantados na Rede Municipal de Ensino de Orlândia durante sua gestão como secretário da Educação fazem parte do processo de inclusão social?
Estevão: Na verdade, o conceito de inclusão tem que estar presente em todas as ações da Secretaria, até mesmo nos projetos extracurriculares. Se não houver uma visão direcionada nesse sentido nas aulas de ciências, filosofia ou esporte, por exemplo, corre-se o risco de que caminhem de forma contrária à concepção da inclusão. As atividades extracurriculares são direcionadas a todos – e isso é inclusão.

Quais os projetos extracurriculares mais importantes, em sua opinião?
Estevão:
Costumo dizer que a língua materna e a matemática compõem a base da Educação, pois são fundamentais em qualquer sistema educacional do mundo. Sem elas é impossível desenvolver bem o nosso sistema de ensino. Por isso decidi que investiríamos nessas áreas com maior afinco e foi assim que nasceram o Projeto Ler e o Laboratório de Ensino em Matemática. Ambos tiveram início este ano (2008), estão sendo implantados aos poucos e vieram para reverter duas duras realidades: a resistência dos alunos em ler livros e as dificuldades que têm com os números. Mas é claro que não podemos pensar apenas esses aspectos. Os investimentos em vertentes da filosofia, ciências e artes também são essenciais. O processo de inclusão social requer que os alunos aprendam efetivamente o fundamental para aí sim terem acesso aos grandes ramos do conhecimento. Assim podem se desenvolver de forma autônoma. Essa é uma posição ideológica que balizou as ações dessa administração e por isso reafirmo que não é a inclusão que patrocina esse desenvolvimento: é o desenvolvimento que precisa estar imbuído do espírito da inclusão social.

Sua administração também foi marcada por intensificar a capacitação dos professores. Qual o seu maior propósito com essa ação?
Estevão:
Preocupação com capacitação sempre tem que ser grande. Investimos pesado em reformas, construções e ampliações, mas procuramos nunca esquecer da formação continuada de nosso corpo docente, que é um dos pontos mais importantes. Afinal, o educador deve evoluir junto ao sistema de ensino. Apostar em seu desenvolvimento significa melhorar a evolução de cada profissional. Uma recomendação que faço, inclusive, é que a formação continuada do magistério deve absorver um pouco mais das energias da Rede de Educação.

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