segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Entrevista: Educação focada no futuro (Parte 1)

* Entrevista que concedi à Revista Nossa Escola – Dez/2008 (Parte 1)

Educação é prioridade. Esta frase já se tornou corriqueira no País. Mas desenvolvê-la foi o que procuramos fazer com afinco durante os oito anos em que estive à frente da Secretaria da Educação de Orlândia (2001 à 2008). E considero os resultados obtidos, verdadeiros motivos de orgulho.

Mesmo antes de assumir a Pasta, sabia dos desafios que teria. Na entrevista a seguir (primeira de 5 partes que publicarei semanalmente aqui no Blog), faço um balanço de minha administração, das resistências e dificuldades que enfrentei durante o período. Admito não ter realizado todos os projetos pretendidos, mas também expresso satisfação diante das inúmeras conquistas e sucessos alcançados.


Quais foram os problemas que você identificou ao assumir a Secretaria da Educação, em 2001?
Estevão: Ao analisar, naquela época, o ensino de Orlândia, um dos fatores que mais me chocaram foi a elitização do sistema público de educação na cidade, o que é uma grande contradição, pois se é público e gratuito, elitizar é um contrassenso. Havia uma absurda noção de que algumas escolas eram “naturalmente” mais elitizáveis, enquanto outras eram relegadas à marginalização. Tenho a convicção de que o preconceito de qualquer natureza não é somente um problema do ponto de vista ético. É também um problema que gera ineficiência na busca de resultados. Sempre um tiro que sai pela culatra. Por isso, a primeira providência teria que ser no sentido de garantir que todas as instituições tivessem um bom nível de ensino. E isso só seria possível com a municipalização. Sem nivelar por baixo, tínhamos que equiparar as escolas tanto no atendimento quanto na qualidade.

E como isso foi feito?
Estevão: A primeira providência foi a regionalização da matrícula, ou seja, o aluno deveria estudar na escola de seu bairro ou na mais próxima de seu endereço. Isso gerou protesto por parte dos pais, mas com o tempo eles perceberam as melhorias proporcionadas. Outro ponto que tratamos com atenção foi a questão da indisciplina, que era grande e atrapalhava o funcionamento das escolas, ao ponto de professores perderem, muitas vezes, o controle das aulas. Fizemos reuniões com as famílias, supervisores, professores e diretores para debates a respeito. Aperfeiçoamos o ensino, melhoramos a qualidade física das unidades escolares, que precisavam funcionar adequadamente para que a comunidade as respeitasse. Não nos livramos completamente da indisciplina, mas ficou sob controle.

Um comentário:

  1. ESTEVAO voce como politico é otimo, mas se sair de vice de vado vai se queimar como o EDGAR BENINI.Estamos cansado de corrupiçao....a\braços

    ResponderExcluir